SAF Cerrado 2025

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MODELAGEM FINANCEIRA Em nossa modelagem adotamos um cenário base, onde os preços são fixos durante todo o período de análise, e um cenário simulado com 10.000 simulações, onde adotamos o modelo do movimento browniano (SALINAS, 2005), com limites na variação de preços, para descrever o comportamento do preço de cada produto do sistema agroflorestal e do sistema silvipasto - ril. Não consideramos também a inflação no período, ou seja, o modelo é real. SAF Em nossa modelagem, assumimos que a receita é oriunda do cultivo das seguintes espécies: cacau, cúrcuma, banana nanica, açaí e baru (castanha). Em função do tamanho da área de implantação e da combinação das espé - cies, optamos pelo regime tributário do lucro presumido. Os principais custos operacionais que assumimos são: pessoal, hora máquina, insumos, irrigação, colheita, pós-colheita, pro - cessamento, certificações, monitoramento de carbono, e depreciação de todo investimento em ativo biológico, infraestrutura, máquinas e equipamentos. Para implementação e manutenção do SAF, o pessoal considerado nos custos acima na ges - tão 1 coordenador agrícola, 1 técnico agrícola, 1 gerente agrícola e 1 assistente administrativo. E para o campo, temos um total de 12 funcionários e 6 tratoristas. O Capex total para implantação do SAF foi de R$ 25.223.195,0, sendo que para implantação (anos 0 e 1) o custo estimado é de R$ 29.393,0 por hectare, e R$ 41.633,0 por hectare para manutenção (anos 2, 3 e 4), a serem desem - bolsados ao longo de 4 anos, da seguinte forma: Para as receitas, consideramos que a cúr - cuma contribui com a receita nos anos 2 a 4. Ela compõe o primeiro estágio sucessional, sendo chamada de placenta do sistema. Ela ocupa um nicho inicial que tem luz, água e nutrientes dis- poníveis. Em função do seu rápido crescimento, ela contribui financeiramente ao gerar renda nos primeiros 24 meses do SAF. Já a banana nanica gera receita nos anos 2 a 5. Assim, como no caso da cúrcuma, a banana nanica tem a função de fornecer sombra para o plantio de cacau, e subsequentemente matéria orgânica para o sis - tema. Já a produção de açaí se inicia no sétimo ano e permanece até o vigésimo sexto ano, ou seja, 20 anos de produção. Já o cacau começa a colheita no terceiro ano e permanece também até o vigésimo sexto ano, sendo 24 anos de pro - dução. No caso do baru, a colheita da fruta e processamento da castanha se inicia no ano 8 e vai até o vigésimo sexto ano, ou seja, 19 anos de produção. O gráfico abaixo, figura 8, ilustra a produtividade do SAF, em toneladas nos 300 hectares: Os preços utilizados para o cenário base foram os seguintes: • Banana nanica: R$ 2.000,0/ton. • Cúrcuma: R$ 2.000,0/ton. • Açaí: R$ 8.000,0/ton. • Baru: R$ 45.000,0 / ton. • Cacau: R$ 46.000,0/ton.Figura 7: CAPEX SAF. Figura 8: Produtividade do SAF em toneladas para os 300 hectares. Capítulo 4: Estudos de Viabilidade Econômica | 40 Sistemas Agroflorestais: Salvaguardas no contexto brasileiro e Viabilidade Econômica no Cerrado
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