SAF Cerrado 2025
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CONCLUSÕES
A implementação e replicação dos Sistemas
Agrocerratenses (SACIs), um modelo de restau -
ração produtiva da vegetação nativa do Cerrado,
são relevantes no contexto do mosaico de res -
tauração de paisagens possível para o bioma.
Dessa forma, o monitoramento e a construção
de alternativas que sejam não apenas viáveis
economicamente, mas também que mantenham
populações com qualidade de vida no campo.
As áreas implementadas foram feitos em
assentamentos e em comunidades, único local
de terra da família, conciliando espécies nativas
com alimentação e renda . As outras vantagens
para paisagem são do ponto vista ecológico e da
abordagem de restauração que visa recuperar a
funcionalidade ao território.
Os modelos de SACI analisados neste
estudo demonstraram viabilidade financeira,
com indicadores como a TIR e o VPL positivos,
sinalizando que esses sistemas têm o potencial
de gerar retornos superiores ao custo de capital
investido. Ambas as experiências, portanto, pos -
suem potencial de escalabilidade e replicação.
O Modelo 2, em particular, mostrou-se ligeira -
mente mais eficiente em termos de geração de
valor e relação Benefício-Custo, resultado da
integração de capim nativo e apicultura, que
gera uma renda incremental sem demandar uso
extensivo de espaço.
Embora ambos os modelos sejam financeira -
mente atrativos, a escolha por um ou outro deve
ir além da mera viabilidade econômica, levando
em consideração impactos ambientais, políticas
públicas e o contexto local, além das preferên -
cias dos agricultores. Ainda segundo as expe -
riências relatadas no Projeto Verena, há uma
necessidade clara de aumentar os investimentos
em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D)
para que as espécies nativas possam competir
com mais força na silvicultura comercial e nos modelos de “florestas produtivas” como SAFs e
SACIs. Esse avanço permitiria que essas inicia-
tivas saíssem da fase de projeto-piloto e atingis -
sem uma escala de paisagem.
A modelagem econômica de novos e já exis -
tentes casos de negócios, utilizando ferramentas
robustas e confiáveis sob diferentes condições, é
crucial para a construção de um histórico sólido
em torno de uma nova classe de ativos, como
as espécies nativas e os sistemas agrocerraten -
ses. A disseminação e adoção de conhecimento,
resultados e experiências, em colaboração com
uma rede diversificada de parceiros, é igual -
mente vital para o avanço de uma nova econo-
mia baseada em espécies nativas.
Por fim, para que esse novo tipo de negócio
seja estabelecido e floresça, será necessário
mobilizar e alocar financiamento público e pri -
vado. Como os modelos baseados em espécies
nativas representam uma nova classe de ativos,
o financiamento — seja por meio de doações,
investimentos ou empréstimos — é crucial para
superar barreiras, mitigar riscos e apoiar a imple -
mentação local em larga escala.
O estudo demonstra a viabilidade econô -
mica, mas tais arranjos devem incluir também
estratégias para combater incêndios . Décadas
de desmatamento e efeitos das mudanças climá -
ticas no Brasil, já criam condições para aumento
de ocorrências de incêndios que afetam tanto
vegetação nativa quanto sistemas produtivos,
ameaçando SACIs e ecossistemas em geral.
Assim, planos de investimentos devem incor -
porar medidas preventivas e de controle de focos
de fogo para garantir a resiliência e longevidade
das pessoas e sistemas.
Este caminho não apenas aponta para a viabi -
lidade econômica e ecológica, mas também para a
construção de uma economia que valoriza recursos
naturais, que fortaleça o Cerrado e suas comunidades.REFERÊNCIAS
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Systems 96, 235–248 (2022). https:/ / doi.org/10.1007 /s10457-021-00655-1Em parceria com:
Capítulo 4: Estudos de Viabilidade Econômica | 32
Sistemas Agroflorestais: Salvaguardas no contexto brasileiro e Viabilidade Econômica no Cerrado
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